sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Os 10 primeiros meses de 2014 são os mais quentes já registrados

AFP - Agence France-Presse

Os dez primeiros meses de 2014 foram os mais quentes do planeta desde que foram iniciados os registros de temperatura em 1880, informou nesta quinta-feira a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Trata-se do 38° mês de outubro consecutivo em que a temperatura mundial esteve acima da média do século XX, observa a NOAA.

Para o período de janeiro a outubro de 2014, a temperatura média nos oceanos e em terra foi de 10,3 graus, ultrapassando assim em 1,05 grau a média do século anterior. 

"A temperatura média global entre janeiro e outubro nas superfícies da terra e dos oceanos foi a mais quente nesse período, batendo os recordes de 1998 e 2010", disse a NOA.

A temperatura média em ambas as superfícies em outubro foi de 14,74 graus Celsius, batendo o recorde anterior para esse mês em 0,01 grau.

"O aquecimento foi significativo em uma grande área do sul da América do Sul, nas regiões costeiras do oeste dos Estados Unidos, no Extremo Oriente russo, em partes do sul e sudeste da Ásia, no sul e no oeste da Austrália e em partes do sul da Europa", esclareceu.

Essas temperaturas mais elevadas deixaram o ar mais quente em todo o planeta, distribuindo de forma igual entre os hemisférios norte e sul.

A temperatura global na superfície do mar foi de 16,51 graus Celsius em outubro, a mais alta para esse mês e o sexto aumento consecutivo mensal, informou a NOAA.

"O aquecimento recorde foi observado em partes das principais bacias oceânicas. Quase todo o oceano Índico teve temperaturas quentes recordes ou mais quentes do que a média", explicou. 

- Gelo antártico recuou em outubro -

O gelo antártico também recuou em outubro, encerrando um semestre de aumento na região. 

Esses recordes de temperatura aconteceram sem a influência do El Niño, que é registrado, em média, a cada cinco a sete anos, exercendo uma forte influência no clima mundial.

De acordo com o NOAA, há cerca de 60% de chances de o El Niño reaparecer no próximo inverno no hemisfério norte.

Especialistas em clima da ONU advertiram que não há tempo a perder na luta contra o aquecimento global.

No começo deste mês, um informe geral de síntese mundial do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), alertou que a Terra se encaminha atualmente a um aumento de pelo menos 4º C até 2100 com relação ao nível da era pré-industrial, o que trará grandes secas, inundações, aumento do nível do mar e extinção de muitas espécies, além de fome, migração de pessoas e potenciais conflitos.

Em 12 de novembro passado, as duas maiores economias do planeta e os maiores poluidores, China e Estados Unidos, concordaram em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Novo método alemão prevê inundações na América do Su

Um novo sistema de análise meteorológica permitirá prever com 90% de exatidão as chuvas intensas provocadas pelo fenômeno El Niño, que causam inundações na América do Sul, anunciaram cientistas responsáveis pelo projeto.

O Instituto Potsdam de Pesquisas de Impacto Climático (PIK), da Alemanha, apresentou os detalhes do novo método que, segundo seus pesquisadores, permitirá antecipar casos de chuvas extremas, principalmente nas zonas andinas da Bolívia e da Argentina. As inundações também afetam regiões mais à sudeste, na zona conhecida como Mesopotâmia argentina – entre os rios Paraná e Uruguai – e o território uruguaio.

O sistema foi desenvolvido graças à análise de 50 mil registros de dados meteorológicos em alta resolução, fornecidos pela Nasa e pela agência espacial japonesa (JAXA) nos últimos 15 anos.

“Acreditamos que as enormes nuvens de chuva tenham origem na região de Buenos Aires e, depois, desloquem-se para noroeste, em direção aos Andes, onde, dois dias depois, causam episódios extremos de chuva”, explicou Niklas Boers, um dos pesquisadores. “Utilizando complexos sistemas de análise, encontramos uma forma de prever esses eventos nos Andes sul-americanos”.

Entre dezembro e fevereiro, as massas de ar úmido que chegam das regiões tropicais do Oceano Atlântico se deslocam para oeste, até chegarem à cadeia montanhosa andina. Então, dirigem-se para o sul, onde interagem com frentes frias provenientes da Bacia do Prata.

Isso provoca chuvas abundantes nas zonas montanhosas, segundo os esquemas que acompanham o estudo. “Surpreendentemente, e ao contrário do que se pensava até agora, esses eventos se propagam contra a direção dos ventos e se dirigem ao sul”, disse Boers.

Esses especialistas acreditam que “o novo método permitirá prever cerca de 90% de eventos de chuvas extremas nos Andes centrais ocasionados devido ao fenômeno climático El Niño, que provoca inundações com maior frequência, e cerca de 60% dos que ocorrem sob qualquer outra circunstância”.

Aplicabilidade em mercados financeiros – Segundo José Marendo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro (Inpe), em São Paulo, “as instituições locais poderão aplicar os resultados com facilidade, recorrendo aos dados disponíveis que serão muito úteis”.

Eventos de chuvas extremas podem provocar grandes inundações que, até agora, eram difíceis de prever.

“Comparar dados meteorológicos pode parecer simples, mas foi necessário recorrer às novas ferramentas matemáticas que desenvolvemos para detectar as conexões complexas que regem os eventos extremos. Os dados estavam ali, mas ninguém havia estabelecido os vínculos até então”, Jürgen Kurths, outro participante do estudo.

Ele afirma que o modelo matemático desenvolvido pode ser aplicado a outros fenômenos meteorológicos em outras regiões e também a outros tipos de sistemas complexos.

“De fato, é possível aplicá-lo em mercados financeiros, na atividade cerebral e até em terremotos”, afirma o físico e matemático alemão. (Fonte: Terra)


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Plano climático dos EUA estabelece corte das emissões de CO2 do país

O governo dos Estados Unidos antecipou a divulgação nesta terça-feira (25) do novo Plano de Ação Climática, voltado a combater as mudanças climáticas e que deve ser lançado pelo presidente Barack Obama em discurso realizado nesta tarde, na Universidade Georgetown.

Segundo a agência Reuters, o país dividiu em três pilares as formas de enfrentar os efeitos climáticos e contribuir na redução da poluição global de carbono: diminuir as emissões domésticas de CO2, preparar o país para ser resistente aos impactos climáticos e liderar esforços internacionais sobre o tema.

Em 2009, pouco depois da eleição de Obama, o Congresso bloqueou um ambicioso projeto de lei sobre energia e clima que visava reduzir substancialmente os níveis de CO2 lançados na atmosfera pelos Estados Unidos, segundo maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, atrás apenas da China.

Quando foi eleito para seu segundo mandato, o presidente norte-americano prometeu dar mais atenção ao tema, após incessantes pedidos dos cientistas e pressão de outros governos, que integram as negociações sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU).


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Brasil reduziu em 39% emissões de gases do efeito estufa em 5 anos

As emissões brasileiras de gases do efeito estufa caíram 39% entre 2005 e 2010, graças principalmente à redução no desmatamento da Amazônia, de acordo com um inventário nacional divulgado na quarta-feira. Assim, o País já cumpriu 65% de sua meta voluntária definida para 2020, que estipula a redução de emissão de gases relacionados ao aquecimento global.

No mesmo período em que foi registrada a diminuição, o desmatamento na Amazônia caiu 63%, contribuindo de maneira decisiva para o resultado. Nos demais setores, as emissões de gases do efeito estufa cresceram. Excluindo as florestas, as emissões no Brasil só aumentaram – o equivalente a 12% entre 2005 e 2010. Em números absolutos, o País emitiu 1,25 bilhão de toneladas de CO2 equivalente naquele ano contra 2,03 bilhões de toneladas em 2005. A possibilidade de reduzir as emissões apenas com o combate ao desmatamento, porém, está próxima de acabar – e o desafio será investir mais em ciência e tecnologia. (Fonte: Terra)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ação humana coloca planeta em nova era geológica, dizem cientistas

A atividade humana transformou o planeta de forma tão permanente e vasta nos últimos dois séculos que a Terra entrou em uma nova era geológica, o Antropoceno.

É o que defendem cientistas e geólogos que discutirão nesta semana o impacto da ação humana e da natureza sobre os sistemas hídricos globais, na conferência Water in the Anthropocene (Água no Antropoceno, em tradução livre), organizada pelo Global Water System Project (GWSP), em Bonn, na Alemanha.

De acordo com os pesquisadores, o crescimento populacional, a construção de metrópoles, o desmatamento e o uso de combustíveis fósseis provocaram um efeito no planeta comparável ao derretimento de geleiras ocorrido há 11.500 anos – evento que marca o início da era conhecida como Holoceno na escala de tempo geológico.

A escala de tempo geológico estabelece éons, eras, períodos, épocas e idades que permitem categorizar as diferentes fases que vão da formação da Terra ao presente.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Céticos do clima são menos de 1% da comunidade científica, diz estudo

Um estudo divulgado nesta semana com base na análise de publicações científicas das últimas duas décadas mostrou que 99% dos artigos apontam a ação humana como a causa das mudanças climáticas – um consenso frente aos chamados céticos do clima, que atribuem o aquecimento global a fatores exclusivamente naturais.

A análise é assinada por John Cook, estudante de pós-doutorado em astrofísica da Universidade de Queensland, na Austrália, e foi publicada no jornal científico Environmental Research Letters. Ele avaliou o abstract, o resumo do conteúdo, de 11.944 artigos científicos sobre aquecimento global e mudanças climáticas publicados entre 1991 e 2011.

A avaliação de todo esse volume de material, disponível no banco de dados científico Web of Knowledge, revelou que 66,4% das publicações posicionaram-se em concordância a corrente do aquecimento global antropogênico, ou seja, causado pelo homem. Outros 32,6% dos artigos pesquisados endossavam essa posição. Cook encontrou apenas 0,7% das publicações negando a participação humana no aquecimento global e 0,3% expressando incerteza quanto às reais causas das mudanças climáticas.

Uma pesquisa semelhante, porém com uma amostragem menor, já havia sido publicada por cientistas da Universidade de Standford em 2010. Na verificação de 1.372 publicações, entre 98% e 99% dos pesquisadores apontavam a participação humana nas mudanças climáticas.

Para meteorologista, “negacionistas” – Os números deixam claro como as publicações céticas quanto ao papel do homem nas mudanças climáticas são minoria. Pesquisadores desta linha – alguns de universidades renomadas– argumentam que as medições que apontam o aquecimento não seriam precisas, que a terra já foi mais quente do que é hoje em um passado recente ou ainda que o sol teria uma influência muito maior nas mudanças climáticas do que os gases do efeito estufa.

Para o coordenador geral da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e Globais (Rede Clima), Paulo Nobre, os pesquisadores que discordam da participação do homem não deveriam ser chamados de céticos, e sim de “negacionistas”.

“Ceticismo é um pilar da ciência. É formular uma hipótese e ser cético com relação a ela para buscar respostas”, compara. Segundo ele, diante das evidências científicas existentes, não há como negar a participação humana no processo de aquecimento global: “Há 20 anos até poderia haver espaço para o ceticismo, mas hoje não existe mais.”

A interpretação equivocada de dados de variabilidade climática são, na opinião do meteorologista, uma das bases para a negação da responsabilidade humana. Na Rede Clima, que busca prover substrato científico para embasar programas governamentais, por exemplo, a parcela humana no processo de mudanças é levada em conta. Os dados levantados buscam entender exatamente a dimensão humana dessas alterações e as formas de adaptação que permitam garantir a segurança energética, hídrica e alimentar do país.

“É um processo em curso e precisamos propor formas de adaptação e mitigação”, resume Nobre.

O artigo publicado por Cook rompeu as fronteiras da comunidade científica e virou notícia em populares blogs de ciência e na imprensa internacional. A repercussão reflete outra face do trabalho do pesquisador australiano. Além do pós-doutorado no Instituto de Mudanças Globais da Universidade de Queensland, o cientista mantém o blog científico Skeptical Science. No site, ele e outros colaboradores contrapõem os argumentos usados para negar a interferência humana nas mudanças climáticas em uma linguagem simples e mais acessível para quem está fora do circuito acadêmico. (Fonte: Terra)


domingo, 26 de maio de 2013

Mudanças climáticas impulsionaram avanços humanos, diz estudo

Uma pesquisa de cientistas europeus revela que as mudanças climáticas abruptas na África impulsionaram avanços tecnológicos e culturais no início da era moderna.

Arqueólogos já tinham notado há muito tempo que a complexidade evidenciada pelos grupos humanos era intermitente, sem um padrão regular de evolução. As causas dessa dinâmica, no entanto, têm sido alvo de debates na academia.

Análises de sedimentos marinhos sugerem uma relação próxima entre as mudanças no comportamento humano e as alterações climáticas no sul do continente africano.

A pesquisa, conduzida por especialistas britânicos, suíços e espanhóis, foi publicada no periódico científico Nature Communications.

A equipe obteve um registro da variabilidade climática dos últimos 100 mil anos por meio da análise de sedimentos marinhos na costa sul-africana.

Martin Ziegler, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, comparou as mudanças em duas partes do mundo.

“Desobrimos que a África do Sul experimentou rá


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Temperatura média de Boa Viagem aumentou 10°C em 13 anos

Excesso de prédios contribuem para a formação de ilhas de calor em Boa Viagem. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

A temperatura média em Boa Viagem, no Recife, aumentou 10°C em 13 anos.

Em 1998, a média era de 22°C no bairro, saltando para 32°C em 2011.

Os números constam em mapas de temperatura elaborados pelo pesquisador e doutorando em Geografia pela UFPE, Elvis Bergue.

Os mapas foram feitos com base em imagens do satélite Landsat – 5 TM.

“Essas imagens refletem um momento do Recife”, frisou Elvis.

O Landsat registrou as imagens sempre das 9h, de um dia de julho ou agosto, de seis anos de três décadas: 1998, 2000, 2006, 2007, 2010 e 2011.

Por trás do aumento da temperatura existe uma série de fatores.

Dois dos principais são o aumento a urbanização e verticalização da cidade.

Isso tem levado à substituição do solo natural por asfalto e concreto, o que muito contribui para o surgimento de ilhas de calor.

A urbanização fez aumentar os telhados de zinco, alumínio e amianto.

“O asfalto e esses tipos de telhados refletem pouca radiação e armezanam calor,  elevando a temperatura”, exemplicou o estudioso.

Boa Viagem foi o bairro recifense que registrou o maior aumento de temperatura, segundo os mapas, seguido da Imbiribeira, com 9°C.

Santo Amaro, Santo Antônio e São José apresentaram variações de 8°C.

Os mapas serão parte da tese de Elvis, a ser defendida em março de 2014.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ONU adverte que gelo do Ártico derreteu em ritmo recorde em 2012

O gelo do Oceano Ártico derreteu em ritmo recorde em 2012, o nono ano mais quente desde o início dos registros, anunciou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU.

No relatório sobre o ano de 2012, a OMM afirma que, em agosto e setembro do ano passado, as zonas geladas do Ártico cobriam apenas 3,4 milhões de quilômetros quadrados, 18% a menos que em 2007, quando havia sido registrado o recorde anterior.

Para o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, este é um “preocupante sinal da mudança climática”. “O ano de 2012 também registrou outros extremos, como secas e ciclones tropicais. A variabilidade natural do clima sempre resultou em extremos deste tipo, mas a mudança climática determina cada vez mais as características físicas dos acontecimentos meteorológicos e climáticos extremos”, disse.

“Por exemplo, dado que os níveis globais do mar são atualmente 20 centímetros maiores que o que eram em 1880, tempestades como o furacão Sandy estão produzindo mais inundações costeiras”, completou.

A OMM afirma que a temperatura global média de terras e superfícies marinhas é estimada 0,45 grau centígrado acima da média do período que vai de 1961 a 1990, que é de 14 graus Celsius.

Este foi o nono ano mais quente desde 1850, primeiro do qual se tem registro, e o 27º ano consecutivo no qual a temperatura de terras e superfícies marinhas supera a média de 1961-1990.

“A tendência continua de alta das concentrações atmosféricas de gases do efeito estufa confirma que o aquecimento prosseguirá”, disse Jarraud.

Temperaturas elevadas – Temperaturas superiores à média foram registradas em quase todo o planeta, particularmente na América do Norte, Europa meridional, Rússia ocidental, partes do norte da África e América do Sul meridional, destacou a OMM.

Paralelamente, foram registradas temperaturas inferiores à méd


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cientistas debatem teoria sobre desaceleração do aquecimento global


Cientistas estão em dificuldades para explicar uma desaceleração do aquecimento global que expôs lacunas no seu conhecimento, e buscam entender as causas para determinar se esse alívio será breve ou se o fenômeno é duradouro.
A maioria dos modelos climáticos, geralmente focados em tendências que duram séculos, foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente.
Isso é crucial para o planejamento em curto e médio prazo de governos e empresas em setores tão díspares quanto energia, construção, agricultura e seguros. Muitos cientistas preveem um novo aumento do aquecimento nos próximos anos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Degelo na Antártida é 10 vezes mais rápido que há 600 anos

O degelo da Antártida durante o verão é dez vezes mais rápido que há 600 anos e acelerou nos últimos 50 anos, revela um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira (15).

Os cientistas perfuraram a 364 metros de profundidade na ilha de James Ross, no norte da geleira antártica, para medir as temperaturas de centenas de anos. As camadas sucessivas revelam o movimento de degelo e de congelamento.

“Constatamos que há 600 anos havia condições mais frias na península antártica e uma menor quantidade de gelo derretido”, explicou Nerilie Abram, do British Antarctic Survey, da Universidade de Cambridge.

“Naquela época, as temperaturas eram aproximadamente 1,6 grau centígrado menor do que as temperaturas registradas no fim do século 20, e a quantidade de neve que derretia a cada ano e depois voltava a congelar era de 0,5%. Hoje, a quantidade de neve que derrete a cada ano é dez vezes maior”, disse Abram.

Apesar do aumento regular das temperaturas há centenas de anos, o degelo se intensificou a partir da metade do século 20, afirma o estudo publicado na revista Nature Geoscience.

Isto significa que o aquecimento na Antártida alcançou um nível no qual até leves aumentos de temperatura podem provocar uma forte aceleração do degelo. (Fonte: UOL)


Seca: situação continua grave no Nordeste e norte de Minas Gerais, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff disse na segunda-feira (8) que a situação da seca no Nordeste e no norte de Minas Gerais permanece grave. Segundo ela, o governo está investindo um total de R$ 32 bilhões nas chamadas obras estruturantes, que garantem o abastecimento de água de forma definitiva, como barragens, canais, adutoras e estações elevatórias.

No programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela lembrou que, na semana passada, o governo federal anunciou também a ampliação de ações emergenciais para combater a seca na região. Em reunião com governadores em Fortaleza, Dilma anunciou mais R$ 9 bilhões em ações de enfrentamento à estiagem.

“Esta seca é a maior dos últimos 50 anos e já atingiu mais de 1.415 municípios. O governo federal não vai permitir que o povo do Semiárido e de todo o Nordeste fique desamparado. Enquanto houver seca, nós vamos agir. Vamos acelerar as obras estruturantes, vamos acelerar as ações emergenciais para ajudar a população a enfrentar todas as dificuldades.”


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cientistas preveem degelo total do Oceano Ártico no verão até 2050

Pesquisadores da Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) estimam que o gelo do Oceano Ártico durante o verão pode desaparecer devido ao derretimento antes de 2050. O fenômeno possivelmente ocorrerá em dez ou vinte anos, segundo a previsão.

O estudo, publicado pela “Geophysical Research Letters” e divulgado nesta sexta-feira (12) no site da NOAA, analisou três métodos de previsão de quando o gelo deixará de existir de forma significativa no Ártico na estação mais quente, o verão.

Uma parte dos dados mostrou que o total de gelo no Oceano Ártico reduziu rapidamente nos últimos dez anos. A tendência foi extrapolada pelos cientistas para o futuro, e as informações apontam que o derretimento de praticamente todo o gelo do mar na região durante o verão deve ocorrer até 2020.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ritmo de aquecimento da Antártida é maior do que se imaginava, diz estudo


Uma nova análise histórica sobre as temperaturas no oeste da Antártida revelou que a região está sofrendo com aquecimento em um ritmo duas vezes mais acelerado do que se imaginava.
Pesquisadores americanos disseram ter encontrado sinais de aquecimento durante o verão da placa de gelo da parte oeste da Antártida (WAIS, em inglês).
Eles temem que o derretimento do gelo, provocado pelas temperaturas maiores, possa contribuir para o aumento no nível do mar.
O estudo dos cientistas foi publicado na revista científica Nature Geoscience.
Os cientistas compilaram dados levantados pela estação Byrd, que foi estabelecida pelo governo americano na placa oeste da Antártida na década de 1950.
Lacunas estatísticas – Estudos anteriores não conseguiram chegar a conclusões sobre os números levantados na estação Byrd ao longo dos anos, já que não havia dados suficientes.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O aumento do gelo sobre a Antártica - o fim do aquecimento global?

Um grupo de pesquisadores publicaram na Revista Science, 30, edição de Novembro de 2012 um artigo com título Uma estimativa reconciliadora do balanço de massa da camada de gelo (Artigo completo - clique aqui).
Os autores combinaram dados altimétricos, interferometria, gravimetria derivados de satélite para regiões geográficas comuns, em determinados intervalos de tempo, e modelos de balanço de massa superficial e ajuste isostático glacial para estimar o balanco de massa das camadas de gelo polar da Terra.
Os resultados mostraram que entre 1992 e 2011 as geleiras da Groenlândia perderam, em média, 152 bilhões de toneladas de gelo por ano. Enquanto que na Antártica ocorreu o derretimento de 71 bilhões de toneladas por ano. Este derretimento seria responsável por aumento de 11,1 milímetros no nível do mar desde 1992. De acordo com a Figura 1 abaixo notamos que a contribuição para o aumento é muito mais evidente com o derretimento da Groenlândia do que com a Antártica.

Figura 1: Contribuição da camada de gelo para o aumento global do nível do mar


Retorno das postagems

Caros(as) leitores(as), estou retomando a atividade de postagem para voltarmos a discutir sobre clima e suas mudanças e variabilidade. Também pretendo discutir sobre ensino e vida acadêmica nas postagens seguintes.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Ciência do dinheiro climático e as mudanças climáticas

Caros leitores, estou voltando as atividades de postagem no blog, com ênfase diferente, com ponto de vista científico/crítico. Para iniciar trago uma matéria que li hoje pela manhã no portal AmbienteBrasil. A manchete é “Bilionários investem em tecnologia para manipular clima da Terra”.

Segundo o portal, que trouxe a matéria do jornal Folha, um grupo pequeno de climatologiastas vem tendo apoio financeiro de bilionários para realizarem experimentos de manipulação do clima da Terra através de geoengenharia. Entre estes bilionários, destaca-se Bill Gates, o maior acionista da Microsoft.

Não é de hoje que Bill Gates vem se preocupando e trabalhando com outras atividades além do Windows.O bilionário possui uma empresa (entre outras centenas) chamada de TerraPower que em parceria com a Thosiba, procura desenvolver fontes nucleares com emissão zero de carbono. Mas há uma curiosidade interessante: o bilionário vem tentando patentear uma tecnologia contra furacões. Pois é, existe no órgão americano de registro de patentes desde 2009 um pedido para um sistema que diminuiria a velocidade de furacões, bombeando água fria do fundo do oceano sobre a superfície.

O método é baseado na termodinâmica do fortalecimento dos furacões, pois eles ganham força com a água mais quente na superfície dos oceanos. O pedido de patente descreve um sistema que posicionaria embarcações equipadas com turbinas no caminho das tempestades, resfriando a superfície do mar com água bombeada do fundo do oceano. O método seria capaz de diminuir a força dos furacões.

Bom, voltando ao assunto, da postagem. a argumentação para o financiamento de tecnologias que possam, por exemplo, diminuir o aquecimento global através de borrifamento de milhões de toneladas de partículas de dióxido de enxofre na atmosfera, ou a colocação de espelhos no espaço para refletir a radiação solar de ondas curtas devem funcionar como um plano B contra as mudanças climáticas.

A teoria é simples e direta: DIMINUIR O EFEITO ESTUFA NATURAL DE MANEIRA ARTIFICIAL.

Hora, se estamos passando por mudanças climáticas que possuem causas antrópicas (continuo a afirmar que a maior parte do atual aquecimento global possui causas naturais e uma outra parte antrópica), porque não o homem também produzir um resfriamento?

David Keith, da Universidade Harvard, e Ken Caldeira, da Universidade Stanford, são os dois principais defensores do incremento das pesquisas sobre geoengenharia. Por enquanto, receberam quase US$ 5 milhões de dólares de Gates para gerir o Ficer (sigla inglesa de Fundo para Pesquisa Inovadora em Clima e Energia) (segundo jornal Folha).

Bom o que podemos fazer além de ter fé na ciência? Não sei realmente, pois no mundo capitalista até a ciência é facilmente corrompida. De certo é que qualquer climatologista sabe que a natureza está sempre buscando o EQUILÍBRIO, mesmo que de maneira caótica em algumas circustâncias, mas é assim. Se criarmos um resfriamento artificial talvez o sertão nordestino não vire mar, como cantava o Trio Nordestino e escreveu Moacyr Scliar, mas quem sabe podemos ver neve em Cabaceiras, cidade paraibana conhecida por ter o menor volume médio anual de chuva do Brasil.

Resumindo, a ciência, que sempre procura gerar e produzir conhecimentos novos, e que aqui é realizada por nossos colegas climatologistas está nos dizendo que é mais fácil criar do que mudar nossos costumes.

Só tenho que desejar boa sorte para meus bisnetos, tataranetos, ……..

sábado, 21 de janeiro de 2012

2011 foi o nono ano mais quente registrado pela Nasa


A média de temperatura de 2011 foi a nona mais quente já registrada, de acordo com cientistas da Nasa. Os registros de temperatura começaram a ser realizados em 1880. A descoberta mantém a tendência de aumento de temperatura nos últimos anos. Nove entre os dez anos mais quentes já registrados ocorreram desde 2000.

O valor médio registrado em 2011 foi 0,51ºC mais quente que a temperatura base de meados do século 20. “A comparação mostra que a Terra continua a experimentar temperaturas mais quentes que em décadas passadas”, disseram pesquisadores do Goddard Institute for Space Studies (GISS), da Nasa, em comunicado.

Segundo a agência, o aumento de temperatura é largamente provocado pelo aumento de concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera, especialmente dióxido de carbono. O gás é emitido por diversas atividades humanas, como usinas termoelétricas e veículos movidos a combustíveis fósseis, como gasolina.

Os níveis atuais de dióxido de carbono na atmosfera excedem 390 partes por milhão (ppm). Em 1880, a concentração era de 285 ppm; em 1960, de 315 ppm, segundo a Nasa.

Registros de temperatura – O ano mais quente já registrado foi 2010, com uma média de temperatura 0,12ºC maior que 2011. O único ano que não faz parte do século 21 e que esteve entre os dez mais quentes já registrados foi 1998.

“Isso sublinha a ênfase que os cientistas colocam na tendência de aumento da temperatura a longo prazo (…) Eles não esperam que as temperaturas aumentem consistentemente ano após ano, mas esperam um aumento contínuo ao longo das décadas”, afirma o comunicado da Nasa.

As elevadas temperaturas ocorrem apesar dos efeitos de resfriamento provocados por uma influência maior do La Nina e por uma atividade solar mais baixa, verificada nos últimos anos, de acordo com o diretor do GISS, James Hansen. Ele têm feito campanha contra as mudanças climáticas provocadas pelo homem.

Para produzir as análises de temperatura, o GISS coleta dados de mais de mil estações meteorológicas espalhadas pelo mundo, observações de satélite da superfície do mar e estações de pesquisa na Antártida. (Fonte: Globo Natureza)


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Emissões de CO2 atrasarão nova Era Glacial, diz estudo

As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, afirma um novo estudo. A última Era Glacial terminou há 11.500 anos e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual. Em um artigo publicado na revista “Nature Geoscience”, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1.500 anos, mas que isso não acontecerá por
causa do alto nível de emissões.
“Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico”, afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
O grupo de Skinner, que também inclui cientistas da University College London, da Universidade da Flórida e da Universidade de Bergen, na Noruega, calcula que a concentração atmosférica de CO2 deveria cair para menos de 240 partes por milhão (ppm) para que a glaciação pudesse começar.
O atual nível de CO2 é de cerca de 390 ppm, e outros grupos de pesquisadores já mostraram que mesmo se as emissões parassem instantaneamente, as concentrações se manteriam elevadas por pelo menos mil anos, o suficiente para que o calor armazenado nos oceanos provocasse potencialmente um significativo derretimento do gelo polar e o aumento do nível do mar.