segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cientistas preveem degelo total do Oceano Ártico no verão até 2050

Pesquisadores da Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) estimam que o gelo do Oceano Ártico durante o verão pode desaparecer devido ao derretimento antes de 2050. O fenômeno possivelmente ocorrerá em dez ou vinte anos, segundo a previsão.

O estudo, publicado pela “Geophysical Research Letters” e divulgado nesta sexta-feira (12) no site da NOAA, analisou três métodos de previsão de quando o gelo deixará de existir de forma significativa no Ártico na estação mais quente, o verão.

Uma parte dos dados mostrou que o total de gelo no Oceano Ártico reduziu rapidamente nos últimos dez anos. A tendência foi extrapolada pelos cientistas para o futuro, e as informações apontam que o derretimento de praticamente todo o gelo do mar na região durante o verão deve ocorrer até 2020.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ritmo de aquecimento da Antártida é maior do que se imaginava, diz estudo


Uma nova análise histórica sobre as temperaturas no oeste da Antártida revelou que a região está sofrendo com aquecimento em um ritmo duas vezes mais acelerado do que se imaginava.
Pesquisadores americanos disseram ter encontrado sinais de aquecimento durante o verão da placa de gelo da parte oeste da Antártida (WAIS, em inglês).
Eles temem que o derretimento do gelo, provocado pelas temperaturas maiores, possa contribuir para o aumento no nível do mar.
O estudo dos cientistas foi publicado na revista científica Nature Geoscience.
Os cientistas compilaram dados levantados pela estação Byrd, que foi estabelecida pelo governo americano na placa oeste da Antártida na década de 1950.
Lacunas estatísticas – Estudos anteriores não conseguiram chegar a conclusões sobre os números levantados na estação Byrd ao longo dos anos, já que não havia dados suficientes.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O aumento do gelo sobre a Antártica - o fim do aquecimento global?

Um grupo de pesquisadores publicaram na Revista Science, 30, edição de Novembro de 2012 um artigo com título Uma estimativa reconciliadora do balanço de massa da camada de gelo (Artigo completo - clique aqui).
Os autores combinaram dados altimétricos, interferometria, gravimetria derivados de satélite para regiões geográficas comuns, em determinados intervalos de tempo, e modelos de balanço de massa superficial e ajuste isostático glacial para estimar o balanco de massa das camadas de gelo polar da Terra.
Os resultados mostraram que entre 1992 e 2011 as geleiras da Groenlândia perderam, em média, 152 bilhões de toneladas de gelo por ano. Enquanto que na Antártica ocorreu o derretimento de 71 bilhões de toneladas por ano. Este derretimento seria responsável por aumento de 11,1 milímetros no nível do mar desde 1992. De acordo com a Figura 1 abaixo notamos que a contribuição para o aumento é muito mais evidente com o derretimento da Groenlândia do que com a Antártica.

Figura 1: Contribuição da camada de gelo para o aumento global do nível do mar


Retorno das postagems

Caros(as) leitores(as), estou retomando a atividade de postagem para voltarmos a discutir sobre clima e suas mudanças e variabilidade. Também pretendo discutir sobre ensino e vida acadêmica nas postagens seguintes.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Ciência do dinheiro climático e as mudanças climáticas

Caros leitores, estou voltando as atividades de postagem no blog, com ênfase diferente, com ponto de vista científico/crítico. Para iniciar trago uma matéria que li hoje pela manhã no portal AmbienteBrasil. A manchete é “Bilionários investem em tecnologia para manipular clima da Terra”.

Segundo o portal, que trouxe a matéria do jornal Folha, um grupo pequeno de climatologiastas vem tendo apoio financeiro de bilionários para realizarem experimentos de manipulação do clima da Terra através de geoengenharia. Entre estes bilionários, destaca-se Bill Gates, o maior acionista da Microsoft.

Não é de hoje que Bill Gates vem se preocupando e trabalhando com outras atividades além do Windows.O bilionário possui uma empresa (entre outras centenas) chamada de TerraPower que em parceria com a Thosiba, procura desenvolver fontes nucleares com emissão zero de carbono. Mas há uma curiosidade interessante: o bilionário vem tentando patentear uma tecnologia contra furacões. Pois é, existe no órgão americano de registro de patentes desde 2009 um pedido para um sistema que diminuiria a velocidade de furacões, bombeando água fria do fundo do oceano sobre a superfície.

O método é baseado na termodinâmica do fortalecimento dos furacões, pois eles ganham força com a água mais quente na superfície dos oceanos. O pedido de patente descreve um sistema que posicionaria embarcações equipadas com turbinas no caminho das tempestades, resfriando a superfície do mar com água bombeada do fundo do oceano. O método seria capaz de diminuir a força dos furacões.

Bom, voltando ao assunto, da postagem. a argumentação para o financiamento de tecnologias que possam, por exemplo, diminuir o aquecimento global através de borrifamento de milhões de toneladas de partículas de dióxido de enxofre na atmosfera, ou a colocação de espelhos no espaço para refletir a radiação solar de ondas curtas devem funcionar como um plano B contra as mudanças climáticas.

A teoria é simples e direta: DIMINUIR O EFEITO ESTUFA NATURAL DE MANEIRA ARTIFICIAL.

Hora, se estamos passando por mudanças climáticas que possuem causas antrópicas (continuo a afirmar que a maior parte do atual aquecimento global possui causas naturais e uma outra parte antrópica), porque não o homem também produzir um resfriamento?

David Keith, da Universidade Harvard, e Ken Caldeira, da Universidade Stanford, são os dois principais defensores do incremento das pesquisas sobre geoengenharia. Por enquanto, receberam quase US$ 5 milhões de dólares de Gates para gerir o Ficer (sigla inglesa de Fundo para Pesquisa Inovadora em Clima e Energia) (segundo jornal Folha).

Bom o que podemos fazer além de ter fé na ciência? Não sei realmente, pois no mundo capitalista até a ciência é facilmente corrompida. De certo é que qualquer climatologista sabe que a natureza está sempre buscando o EQUILÍBRIO, mesmo que de maneira caótica em algumas circustâncias, mas é assim. Se criarmos um resfriamento artificial talvez o sertão nordestino não vire mar, como cantava o Trio Nordestino e escreveu Moacyr Scliar, mas quem sabe podemos ver neve em Cabaceiras, cidade paraibana conhecida por ter o menor volume médio anual de chuva do Brasil.

Resumindo, a ciência, que sempre procura gerar e produzir conhecimentos novos, e que aqui é realizada por nossos colegas climatologistas está nos dizendo que é mais fácil criar do que mudar nossos costumes.

Só tenho que desejar boa sorte para meus bisnetos, tataranetos, ……..